Se Liga na Rua! – SEMANA XVI

O Se Liga na Rua está de volta!

Mais uma quinta-feira chegou e vocês já sabem que é dia do Se Liga, não é? Hoje temos várias coisas bacanas para discutir – desde o modelo do CAPS, até pessoas em situação de rua que estão na luta para tentar conquistar não só melhores condições, mas entender o que é viver na rua, agindo como pesquisadores sociais.

Começamos com um texto muito interessante do site Rede Humaniza SUS, que tenta explicar o que é o CAPS – Centros de Atenção Psicossocial, serviço comunitário e gratuito do SUS que substitui a internação psiquiatra. O CAPS, apesar de sua importância, ainda é pouco entendido pela população de um modo geral, ainda acostumada ao antigo modelo manicomial: “Bem diferente dos antigos manicômios cercados de altos muros, os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) surgiram como espaços que buscam o tratamento interdisciplinar de pessoas com transtornos mentais graves, como a depressão, bipolaridade e dependência química. Os funcionários não utilizam uniformes ou jalecos, o ambiente é tomado pelo colorido das peças produzidas nas oficinas de arte. Nesse espaço, a conversa e a troca de saberes fazem parte do dia a dia”. O tratamento no CAPS é indicado por um médico clínico geral, mas também pode ser iniciado após uma busca espontânea por parte do indivíduo, que frequenta o local após realizar análises feitas por uma equipe multiprofissional. Importante destacar também que o modelo humanizado do CAPS busca o envolvimento não apenas da pessoa que está em tratamento, mas também de sua família, oferecendo grupos de apoio terapêutico e psico-educacional, já que o vínculo entre paciente-família tem papel crucial na busca por uma segunda chance de continuar a luta.
Para conferir o texto completo (e mais uma entrevista com a terapeuta ocupacional Ana Lúcia Alves Urbanski), acesse o link: http://redehumanizasus.net/caps-um-modelo-humanizado-de-cuidar-da-saude-mental/ .

Além disso, vale o vídeo disponível no canal do YouTube Ponte Jornalismo, em que diversos pesquisadores sociais foram entrevistados e falaram um pouco sobre a População em Situação de Rua. Esses pesquisadores sociais tem uma posição importante dentro deste debate, uma vez que eles próprios foram ou ainda são pessoas em situação de rua. Luiz, um dos pesquisadores, afirma que para realizar este tipo de pesquisa, a pessoa precisa de empatia: “Em primeiro lugar, o pesquisador social precisa ter tato para mexer com o morador de rua, porque para você chegar num morador de rua você precisa se igualar a ele; é você ouvir a situação em que ele se encontra (no entanto, eu já sei, eu já passei por isso), mas o que importa para nós é o que ele tá sentindo, o que ele tá passando, o que ele tá vendo, o que ele precisa. Fazer essa pesquisa, relatar essa pesquisa, […] para que […] o comitê ou os direitos humanos possa fazer uma política justa, para que seja incluída para o bem do morador de rua, para que a situação dele melhora”.
Veja o vídeo na íntegra: https://www.youtube.com/watch?v=EVmSJjrBxnc&feature=emb_title

Fiquem de olho também na 325a Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Saúde (CNS), que ocorrerá entre os dias 22 e 24 de janeiro, em Porto Alegre (RS). O encontro reunirá conselheiros e conselheiras para discutir a saúde do país e é aberto ao público. Ele também está dentro da programação do evento internacional Fórum das Resistências. Entre as pautas previstas, estão os Consultórios na Rua, o encontro com a liderança indígena Raoni Metuktire, e a discussão sobre os altos índices de violência contra as mulheres e as consequências de tais atos em suas vidas.
Para mais detalhes, acesse: http://www.susconecta.org.br/325a-reuniao-ordinaria-do-cns-acontecera-durante-forum-social-das-resistencias-em-porto-alegre/

Por último, trazemos uma matéria publicada no jornal britânico The Guardian, a respeito do despejo de mães que estavam habitando uma casa que há dois anos permanecia desocupada em Oakland, Califórnia (EUA). Segundo a reportagem, três mães foram presas, além de duas pessoas de organizações filantrópicas que tentavam prestar suporte as mulheres. Essas famílias moravam na casa desde 18 de novembro de 2019. Mesmo sabendo que não tinham condições financeiras para alugá-la, elas tinham a intenção de permanecer no local, já que a cidade enfrenta uma crise imobiliária em que cerca de 15.500 casas estão vagas, enquanto 4.71 pessoas estão desabrigadas. De fato, o estado da Califórnia apresenta um problema generalizado de propriedades vagas – cerca de 8% de todas as unidades habitacionais permanecem desocupadas. Segundo a advogada Leah Simon-Weisberg, o que ocorre é uma crise imobiliária que está sendo impulsionada por especuladores e acabou criando um mercado falso, onde as pessoas com dinheiro compram propriedades não para habitá-las, mas para vender – e pessoas da classe média não podem comprá-las.
Leia a reportagem completa em: https://www.theguardian.com/us-news/2020/jan/15/moms-4-housing-oakland-homelessness-eviction

Se Liga na Rua! – SEMANA XV

Autoras: Urânia Flores e Daniela Linkevicius

Que tal dar uma pausa no seu dia para se informar sobre o que está acontecendo com a População em Situação de Rua? O Se Liga na Rua está aqui para te ajudar com isso!

Nossa intenção, como sempre lembramos, é destacar as principais notícias, do Brasil e do mundo, sobre a População em Situação de Rua. E na edição desta semana, vamos falar da resistência diária da poprua – mesmo frente a dificuldades.

Nesta quarta-feira (08/01), foi sepultado no Povoado Lagoa Bonita, Sergipe, o corpo de Carlos Roberto Vieira da Glória, sergipano em situação de rua que faleceu, aos 39 anos, após ter cerca de 70% do corpo queimado, enquanto dormia em uma rua na Zona Leste de São Paulo. Carlos, que trabalhava como catador de material reciclável, foi encharcado com gasolina e depois ateado fogo, ocasionando uma explosão. A partir de quinta-feira, 09/01, serão realizados em São Paulo, um Ato Memorial e uma Celebração em Memória de Carlos.
Saiba mais em: https://g1.globo.com/se/sergipe/noticia/2020/01/08/morador-de-rua-que-teve-corpo-queimado-enquanto-dormia-na-zona-leste-de-sp-e-sepultado-em-nossa-senhora-da-gloria.ghtml
*Para mais informações sobre os atos, veja os cartazes em anexo.

Já na capital de Roraima, Boa Vista, o número de venezuelanos vivendo em prédios abandonados já passa dos 3 mil. A Secretaria de Trabalho e Bem Estar Social (Setrabes), divulgou que esses imigrantes ocupam 11 prédios públicos e privados da cidade, além de haver cerca de 6,2 mil venezuelanos vivendo em abrigos oficiais do estado, e 25,3 mil que foram descolados para outros estados do Brasil. O governo, porém, estuda a criação de um Comitê Estadual, que visa desocupar esses espaços ocupados – e, consequentemente, retirar os imigrantes.
Leia a notícia completa em: https://g1.globo.com/rr/roraima/noticia/2020/01/08/passa-de-3-mil-o-numero-de-venezuelanos-vivendo-em-predios-abandonados-em-boa-vista.ghtml

Em meio a tudo isso, ressaltamos que o Projeto Saúde Pop Rua, do Núcleo de Estudos Estratégicos do Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares e o Observatório da Juventude (NESTRA/CEAM), da Universidade de Brasília (UnB), em parceria com o Ministério da Saúde, está com o Edital 05/2019 – Curso de Extensão “Educação Popular para População em Situação de Rua” aberto para inscrições. São 600 vagas para todos os níveis de escolaridade.
O Curso é ofertado pela Universidade de Brasília – UnB e a inscrição pode ser feita através do site do projeto: https://projetosaudepoprua.org/

Para mais, o Edital Resistência – Povos tradicionais, minorias sociais e direitos humanos etc., também está aberto até o dia 28 de fevereiro de 2020. O edital é promovido pelo Fundo Brasil, que apoiará grupos, coletivos e organizações da sociedade civil com iniciativas de enfrentamento aos retrocessos no campo dos direitos humanos. Para concorrer ao edital, as organizações, grupos ou coletivos proponentes de projetos devem ter receita anual de, no máximo, R$ 700 mil. Cada organização, grupo ou coletivo poderá apresentar apenas um projeto.
Saiba mais através do link: https://www.fundobrasil.org.br/fundo-brasil-vai-doar-ate-r-800-mil-para-impulsionar-defesa-de-direitos-pelo-pais/

Ficamos por aqui! Desejamos a todas e todos que aproveitem o resto da semana, mas que também continuem a seguir em frente com nossa luta diária! Até semana que vem!

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Se Liga na Rua! – SEMANA XIV

Autoras: Urânia Flores e Daniela Linkevicius

2020 chegou e com ele trazemos mais uma edição do Se Liga na Rua!

Nesta edição, trazemos mais notícias que abordam a dificuldade para estimar o número da população em situação de rua no Brasil – destacando, novamente, a urgência de um novo censo que auxilie na análise e criação de políticas públicas mais eficientes -, além de verificar quais políticas têm sido propostas mundo afora.

Uma notícia publicada no portal da UOL verificou que, em 2019, apenas na cidade de São Paulo, cerca de 419 mil pessoas em situação de rua foram abordadas. Apesar da necessidade de tomar cuidado com esse dado, porque ele pode incluir pessoas que foram abordadas mais de uma vez, ele ressalta a urgência da elaboração de um novo censo que apure uma estimativa das pessoas em situação de rua no Brasil. Ainda de acordo com a notícia, outro termômetro que aponta para aumento da poprua rua é o CadÚnico (Cadastro Único da Assistência): em janeiro de 2014, 21 mil pessoas estavam cadastradas; já em outubro de 2020, este número foi para 134 mil. Ainda assim, apenas o CadÚnico não consegue funcionar com precisão para essa estimativa, pois o número de pessoas registradas não equivale a nem metade das pessoas em situação de rua no país. É necessário lembrar que este censo é fundamental no estabelecimento de acesso e ampliação das políticas públicas para poprua.
Para ler o artigo completo, acesse: https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2019/12/30/moradores-de-rua-numero-aumento.htm?utm_source=facebook&utm_medium=social-media&utm_campaign=noticias&utm_content=geral

Já em Nova York, o prefeito da cidade apresentou, no final do mês de dezembro, um plano para fornecer abrigo para todas as pessoas que vivem na rua, com camas temporárias e moradias permanentes. O objetivo do programa é que, até 2024, todas as 4.000 pessoas em situação de rua da cidade, além das 60.000 pessoas que habitam os abrigos, tenham moradia. Desde 2013, Nova York teve um aumento de cerca de 10.000 pessoas desabrigadas. Esse plano integra o programa municipal Home-Stat, lançado em 2016 para melhorar o atendimento da população em situação de rua na cidade.
Leia mais em: https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/mundo/2019/12/17/interna_mundo,814864/nova-york-tenta-abrigar-toda-populacao-em-situacao-de-rua-ate-2024.shtml

Não é apenas os Estados Unidos que enxergam na moradia o primeiro caminho para assegurar condições mais dignas a população em situação de rua. O México também está se esforçando para implementar políticas mais eficientes para a poprua. Uma das alternativas que estão sendo testadas é a construção de um conjunto de casas impressas em 3D em uma área remota rural do país, através da organização filantrópica New Story. Duas casas já foram concluídas e estão em fase de teste. Elas foram projetadas por meio de uma impressora 3D chamada Vulcan II, que “utiliza uma mistura à base de cimento para erguer as paredes da casa e tem capacidade para construir uma única estrutura de até 2.000 metros quadrados”. As casas que estão sendo construídas terão cerca de 50 m2, compostas por sala, cozinha, banheiro e dois quartos, além de contar com resistência a desastres climáticos, tais como terremotos e inundações. As habitações serão destinadas a pessoas com necessidades extremas, e renda de até $76,50 por mês.
Acesse a notícia completa em: https://www.archdaily.com.br/br/930694/primeira-comunidade-de-casas-impressas-em-3d-para-desabrigados-esta-sendo-construida-no-mexico

Ficamos por aqui! Desejamos a todas e todos um 2020 com muitas realizações e muita mão na massa para aprender e agir mais, principalmente quando o assunto é população em situação de rua! Até breve!

Se Liga na Rua! – SEMANA XIII

Autoras: Urânia Flores e Daniela Linkevicius

Mais uma semana passou e é hora do Se Liga na Rua!

Pois é pessoal, o natal já foi, o ano novo está batendo na porta…Mas a gente aqui do Se Liga na Rua não deixou de prestar atenção nas notícias sobre a População em Situação de Rua!

Em nossa edição anterior, comentamos um pouquinho sobre o panorama desse segmento nos Estados Unidos e vimos que há um esforço em pensar em leis que melhorem a abordagem dos agentes públicos. No Brasil, esse esforço também se faz presente.

No Paraná, o Ministério Público entrou com uma ação civil pública em favor da população em situação de rua, com o intuito de impedir que a prefeitura da cidade de Curitiba, por meio da FAS (Fundação de Ação Social) e da empresa CAVO, retirem os pertences destas pessoas em vulnerabilidade. Segundo entrevista concedida a CBN pela coordenadora do núcleo de cidadania e direitos humanos da Defensoria Pública do Paraná, Cinthia Azevedo Santos Pecher, a “ação foi motivada por denúncias recebidas pelo órgão informando a retirada de mochilas, medicamentos, colchões e documentos pessoais”.
Confira a notícia completa em: https://cbncuritiba.com/acao-pretende-proibir-que-instituicoes-retirem-pertences-de-moradores-de-rua/

Já na cidade de Teresina, a prefeitura instituiu desde agosto deste ano o serviço de “Banho Móvel”, ou seja: um carro adaptado com chuveiros para oferecer condições de higiene à população em situação de rua. É importante ressaltar que a capital do Piauí é a primeira a oferecer esse tipo de serviço através de um órgão público – nas demais cidades brasileiras, carros com essa finalidade são mantidos por organizações filantrópicas. Em notícia publicada no site oficial da prefeitura, Alan Lira, médico do Consultório na Rua, afirmou que várias pessoas em situação de rua não procuram as Unidades de Saúde por se sentirem mal higienizadas: “O banho móvel vai mudar essa realidade e trará inúmeros benefícios. Além da questão do banho e da higiene corporal que contribui para evitar doenças, como condições dermatológicas, vamos levar também ações de saúde”.
Saiba mais em: https://pmt.pi.gov.br/2019/08/06/prefeitura-de-teresina-e-a-pioneira-no-brasil-ao-manter-carro-com-chuveiros-para-moradores-de-rua/

Apesar dessas ações, temos que continuar de olho. Até porque poucas delas fazem o recorte de gênero, essencial quando pensamos em pop rua. O G1 fez uma matéria sobre os casos de violência contra a mulher em situação de rua que, no Brasil, representou cerca de 51% das taxas de violência da população em situação de rua – ainda que a taxa de mulheres em situação de vulnerabilidade seja entre 15 e 20% do total da pop rua. De acordo com as várias entrevistas publicadas na matéria, as agressões começam antes dessas mulheres morarem nas ruas – de fato, é um dos motivos que as levaram a sairem de suas casas. Nas ruas, continuam a ter que lidar com estupros, ameaças e assédios. Esse panorama se mantém nos locais em que elas deveriam se sentir mais “protegidas”, como é o caso dos abrigos. Uma das entrevistadas afirmou: “Nos abrigos eles tratam a gente assim: ‘Cala a boca, se ele tá gritando com você é porque você fez alguma coisa. Eles não pedem mais explicação. Não querem saber qual é o o problema”.
Leia a matéria completa no link: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2019/12/26/minoria-na-populacao-de-rua-mulheres-foram-vitimas-em-51percent-dos-casos-de-violencia-contra-moradores-de-rua-no-brasil.ghtml

Ficamos por aqui! Desejamos a todas e todos um excelente ano novo, que vocês consigam recarregar as energias para voltar com tudo em 2020! Até mais!

Se Liga na Rua! – SEMANA XII

Autoras: Urânia Flores e Daniela Linkevicius

Todo mundo pronto para mais uma edição do Se Liga na Rua?

Chegou quinta-feira e vocês já sabem…é dia de Se Liga na Rua, dia de se informar um pouquinho mais sobre o panorama da População em Situação de Rua, no Brasil e no mundo. Nesta edição, nosso foco está justamente no panorama mundial – nos Estados Unidos, para sermos mais precisos.

Isso, porque está aumentando o número de pessoas que não têm condições de manter uma casa no país. Uma notícia publicada no Jornal Nexo afirmou que, apenas na cidade de Los Angeles, há mais de 16.000 pessoas vivendo em automóveis, vans ou motorhomes, o que representa mais de um quarto do total de habitantes sem teto do condado. A cidade está tentando controlar essa atividade, ao decretar uma lei que proíbe os habitantes de passar a noite dentro de veículos em ruas residenciais, ou em locais próximos de parques, escolas e creches – decreto considerado cruel, punitivo e ineficiente. O mais surpreendente é que a maioria das pessoas que passaram a morar em seus carros, são idosos, na faixa dos 70 anos. Um desses casos é o do ex-fuzileiro naval Lawrence McCue, de 75 anos: “sem condições de pagar um aluguel e com problemas de saúde, (…) foi forçado a se mudar com a esposa Carla e o cachorro para um motorhome. Com os preços de moradia na cidade americana de Los Angeles cada vez mais elevados, transformar um veículo em casa foi a saída para não dormir na calçada”.
Link para matéria completa: https://www.nexojornal.com.br/expresso/2019/08/08/Por-que-cada-vez-mais-americanos-moram-dentro-de-carros?utm_medium=Social&utm_campaign=Echobox&utm_source=Facebook#Echobox=1576168967

Necessário destacar que, conforme notícia publicadas no site ConJur, os números da População em Situação de Rua nos Estados Unidos são alarmantes. No relatório publicado em 2019 pelo The Concil of Economic Advisers, constatou-se que até janeiro de 2018 a população “homeless” (sem teto) do país chegava a 552.830, dentre os quais 194.467 (35%) se encontravam em situação de rua, e 358.363 (65%) viviam em abrigos. Além disso, essa população é composta, em sua maioria, por veteranos de guerra. Diante desta situação, a Justiça dos Estados Unidos decretou que a poprua têm o direito de dormir e acampar em calçadas, praças e parques públicos, caso as cidades em que ela se encontrar não disponibilizar abrigos suficientes para seu acolhimento. Tal decreto é importante, pois entende que leis municipais e estaduais que criminalizam pessoas em situação de rua são inconstitucionais – “No processo atual, a juíza Marsha Berzon escreveu que esse princípio se estende aos moradores de rua: ‘O governo não pode criminalizar o estado de ser morador de rua. E, da mesma forma, o governo não pode criminalizar a conduta que é uma consequência inevitável de ser morador de rua — isto é, se deitar ou dormir nas ruas’.
Leia mais em: https://www.conjur.com.br/2019-dez-17/moradores-rua-podem-dormir-calcadas-decide-justica-eua

Além dessas medidas, é importante continuar a se educar sobre a temática da população em situação de rua, não é mesmo? Que tal se inscrever no no curso de extensão ofertado pelo Projeto de Capacitação para Profissionais da Saúde Envolvidos com a População em Situação de Rua, com Foco na População Negra – Saúde Pop Rua), em parceria com o Ministério da Saúde?
As inscrições para o curso “Educação Popular para a População em Situação de Rua” estão abertas! A carga horária é de 60 horas, com certificação pela Universidade de Brasília (UnB). Lembrando também que o curso é gratuito e não exige escolaridade mínima – apenas saber ler e escrever, além do domínio básico da plataforma Moodle, onde o curso é realizado. Para se inscrever, os candidatos deverão preencher um formulário disponibilizado no link abaixo, fornecendo RG e CPF. Não percam essa chance e aproveitem para divulgar para seus (suas) colegas!
Confira o edital no link: https://projetosaudepoprua.org/arquivos/300
Para se inscrever, acesse: https://projetosaudepoprua.org/intranet/index.php?class=FrmExt

Ficamos por aqui! Semana que vem começam as festas de final de ano e por isso, desejamos a todas e todos um feliz natal, com muita alegria e prosperidade! Descansem e depois voltem com tudo! Até breve!

Se Liga na Rua! – SEMANA XI

Autoras: Urânia Flores e Daniela Linkevicius

Prontas (os) para mais um Se Liga na Rua?

Nesta edição, vamos divulgar oportunidades não só para aprender um pouquinho mais sobre a temática de População em Situação de Rua, com foco na População Negra, como também para publicar produções artísticas e artigos sobre na área de Direitos Humanos!

O Projeto de Capacitação para Profissionais da Saúde Envolvidos com a População em Situação de Rua, com Foco na População Negra – Saúde Pop Rua), em parceria com o Ministério da Saúde divulgou a abertura de inscrições para o curso de extensão em práticas na área de saúde para a População em Situação de Rua, com foco na População Negra – modalidade a distância. O primeiro curso a ser ofertado será o de “Educação Popular para a População em Situação de Rua”. A carga horária é de 60 horas, com certificação pela Universidade de Brasília (UnB). Lembrando também que o curso é gratuito e não exige escolaridade mínima – apenas saber ler e escrever, além do domínio básico da plataforma Moodle, onde o curso é realizado. Para se inscrever, os candidatos deverão preencher um formulário disponibilizado no link abaixo, fornecendo RG e CPF. Não percam essa chance, o curso está super bacana!
Confira o edital no link: https://projetosaudepoprua.org/arquivos/300
Para se inscrever, acesse: https://projetosaudepoprua.org/intranet/index.php?class=FrmExt

Além dessa oportunidade, a Coalizão Negra por Direitos e a ARTIGO 19 vão selecionar 20 ilustrações e charges sobre antirracismo e liberdade de expressão no Brasil. Os trabalhos selecionados receberão um prêmio de R$ 1.000,00 e farão parte de uma exposição artística que será inaugurada dia 21 de março de 2020 – Dia Internacional Contra a Discriminação Racial. As obras enviadas deverão seguir critérios pré-estabelecidos, dentre os quais podemos listar a necessidade de conter uma mensagem antirracista e de fortalecimento da liberdade de expressão popular negra, além de criatividade e consitência da proposta.
Os organizadores destacam que este edital é uma resposta à grave violação cometida contra as liberdades pelo deputado federal Coronel Tadeu (PSL-SP), que quebrou uma charge sobre a violência policial contra a população negra, que era parte da exposição “Resistir no Brasil”, na Câmara dos Deputados em Brasília, na semana da Consciência Negra de 2019.
Para saber como se inscrever, acesse: https://almapreta.com/editorias/realidade/coalizao-negra-por-direitos-e-artigo-19-lancam-concurso-de-ilustracoes-e-charges-antirracistas

Já o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), através da Secretaria Nacional de Proteção Global (SNPG), prorrogou por mais 60 dias o prazo para submissão de artigos para a Revista Científica de Direitos Humanos. Agora, as inscrições vão até o dia 08 de fevereiro de 2020. Importante lembrar que os artigos devem ser originais e inéditos. Neste volume, as produções deverão abordar o tema “Direitos Humanos e Bem Comum”. Entre os requisitos, os autores devem ser pós-graduados em nível de mestrado e/ou doutorado.
A Revista Científica de Direitos Humanos é uma publicação organizada pelo MMFDH com o intuito de incentivar a elaboração e a difusão de artigos científicos nacionais e internacionais de alta qualidade sobre a temática, fortalecendo a cultura de paz, o bem comum e a promoção de valores de solidariedade e respeito às diversidades.
Saiba mais em: https://www.mdh.gov.br/todas-as-noticias/2019/dezembro/prorrogado-o-prazo-para-submissao-de-artigos-para-a-revista-cientifica-de-direitos-humanos

Esperamos que vocês tenham gostado dessa edição! Ficamos por aqui, até porque o fim de ano está corrido que só, não é? Fiquem em paz e bom restinho de semana para todo mundo!

Se Liga na Rua! – SEMANA X

Autoras: Urânia Flores e Daniela Linkevicius

Olá pessoal!

Voltamos com mais um Se Liga na Rua!

E nesta edição, vamos discutir não só estratégias de geração de renda para a população em situação de rua, como também a violência que vemos cotidianamente nas notícias em nosso país. É preciso pensar estratégias para a rua – mas também, é importante lembrar que a população em situação de rua no Brasil tem particularidades que devem ser levadas em consideração na construção de políticas públicas. Isso significa ficar antenada (o) no que está rolando com relação a poprua mundo afora, mas manter o cuidado para sempre contextualizar as situações.

Uma das iniciativas que estão ocorrendo fora do país é ação de transformar a população em situação de rua em guias turísticos das cidades. Várias cidades têm investido nisso: Dublin é uma delas. A intenção é que esta iniciativa ajude na reintegração da poprua a sociedade, além de garantir trabalho e um meio para contar um pouco sobre os seus pontos de vista sobre a cidade. Um dos guias turísticos, Derek McGuire, que passou a morar na rua em 2014, afirma que é uma oportunidade para contar sua própria história.
Veja mais sobre essa ação em: https://nation.com.mx/accion-social/personas-sin-hogar-son-guias-turisticos-en-dublin/

Já no Brasil, o Le Monde Diplomatique publicou em seu canal no YouTube o documentário “Entremundo – um dia no bairro mais desigual do mundo”, que tenta mostrar como é viver um dia em Paraisópolis, bairro favelizado na cidade de São Paulo e vizinho de um bairro de luxo, Morumbi. O documentário aparece em um momento em que o país discute a tragédia da morte de 9 pessoas em um baile funk ocorrido no local, através da ação da Polícia Militar. O objetivo do documentário, produzido por Thiago B. Mendonça e Renata Jardim, é mostrar que a violência do Estado tem endereço – e não é um bairro nobre.
Confira em: https://www.youtube.com/watch?v=emj6jqA6Ywg&feature=youtu.be

Além disso, vale conferir a reportagem publicada no The Intercept Brasil, que traz a entrevista realizada com o falecido médico legista Levi Miranda, Tenente-coronel do Exército reformado, que durante trabalho voluntário realizado para a Defensoria Pública, começou a trabalhar em casos que desmontavam versões institucionalizadas de casos apurados pela polícia. Segundo a reportagem, a Defensoria critica a autonomia dos órgãos policiais na apuração de casos, além de apontar indícios de tortura e alteração da cena das mortes sob a alegação de socorrer pessoas que já estavam mortas.
Veja a reportagem em: https://www.youtube.com/watch?fbclid=IwAR0i6JCGO4ENMmuYVvkRyGRgP5IKTc3_BPoxq0x9dNOGOCj4BL_ifs-0wwk&feature=share&v=0oYKECIG0-8&app=desktop

Ficamos por aqui. Esperamos que vocês gostem da seleção de notícias e reportagens desta edição. Além disso, desejamos uma ótima semana e muita força neste final de ano! Dezembro já chegou e a sensação que fica é que o ano passou voando…

Até mais!

Se Liga na Rua! – SEMANA IX

Autoras: Urânia Flores e Daniela Linkevicius

E aí galera!

Mais uma semana do Se Liga na Rua! Dessa vez, vamos falar sobre as várias histórias e maneiras de expressar da população em situação de rua. Sempre destacamos a importância de não simplificar a população em situação de rua dentro de um “perfil” único, apesar de ser essencial realizarmos pesquisas e, principalmente, censos, para que seja possível entender qual a variedade de origens dessas pessoas, suas necessidades e demandas para, a partir disso, compor um panorama mais completo e que dê conta de abarcar a multiplicidade da rua. Por isso, as reportagens que trazemos hoje tentam pensar sobre pelo menos uma parcela dessa variedade que reflete na experiencia que cada um(a) tem da vivencia nesse espaço.

Nesse sentido, um dos pontos principais que insistimos é na discussão sobre a condição da mulher em situação de rua – que além de passar pelas mesmas situações de marginalização dos homens, ainda enfrentam os efeitos do machismo. O site do Projeto Colabora fez um compilado marcante de depoimentos de algumas mulheres que moram na rua. Lá, encontramos vários depoimentos que demonstram a resiliência das mulheres. Em um dos depoimentos, Jennifer (nome fictício), afirma que “tem muito machismo na rua. Eu durmo com os cachorros bravos, é meu jeito de eu me proteger. É todo mundo que mexe: é povo da rua, povo de foram, polícia. Eu quero arrumar um emprego. Só que pra homem tem tudo: serviço, doação, emprego. Pra mulher, não. Tem nem banheiro, às vezes.”
Confira a reportagem e mais depoimentos em: https://projetocolabora.com.br/ods10/estupros-humilhacoes-e-agressoes-a-vida-das-mulheres-em-situacao-de-rua/?fbclid=IwAR2RB8dJV3zK0jcX4M_pOWe25czt-DZbVtauhsNq-Y4Am96m4_vcj7OVX3g

Já o projeto “Salvador Invisível” encontrou no Instagram uma maneira de divulgar e visibilizar a trajetória de vida de moradores e moradoras em situação de rua da cidade de Salvador. Apesar de ter sido idealizado em 2018, foi só em janeiro de 2019 que o perfil do Instagram começou a publicar sistematicamente, contando, atualmente, com mais de 60 histórias de pessoas que não necessariamente nasceram na cidade, mas que compartilham as vivências nas ruas de Salvador como ponto em comum. Segundo o presidente do projeto, Lucas Gonçalves, a escolha do Instagram não foi despropositada: “A gente escolheu o Instagram porque é uma rede de fotos. A pessoa está ali passando o dedo, e geralmente quando a gente está passando o dedo a gente vê fotos bonitas. Só fotos que mostram uma boa realidade. Então, é para mostrar que: ‘Oh, estou estou aqui passando o dedo e de repente vejo uma situação de miserabilidade’. Então, aquilo impacta o nosso olhar”.
Conheça mais sobre a iniciativa através da notícia no portal do G1: https://g1.globo.com/ba/bahia/noticia/2019/11/23/projeto-compartilha-na-web-e-da-visibilidade-a-historias-de-pessoas-em-situacao-de-rua-em-salvador-cidade-que-ninguem-ve.ghtml

Já em Belo Horizonte, nesta quarta-feira (27/11) aconteceu uma mostra de pinturas, desenhos, fotografias, artesanatos produzidos por artistas em situação de rua, no evento “Rua é Pop, uma Mostra Artística da Margem ao Centro”, promovido pela Secretaria Municipal de Assistência Social, Segurança Alimentar e Cidadania. Segundo a notícia publicada no site BHAZ, “trata-se de um instrumento lúdico de empoderamento e autonomia, que possibilita à pessoa em situação de rua a exibição e expressão de suas artes, mas também de comercialização dos produtos construídos ao longo das oficinas [realizadas pelo Creas – Centro Sul]”.
A mostra continua no dia 04 de dezembro com o primeiro desfile DASRU(A), que traz para discussão a violência sofrida por mulheres cis, trans e travestis em situação de rua na capital mineira.
Saiba mais em: https://bhaz.com.br/2019/11/27/rua-e-pop/

Com isso, ficamos por aqui! Esperamos que vocês tenham gostado da seleção de notícias desta semana. Desejamos a todas e todos um ótimo restinho de semana e até breve!

Se Liga na Rua! – SEMANA VIII

Autoras: Urânia Flores e Daniela Linkevicius

E aí pessoal, prontas (os) para mais um Se Liga na Rua?

O Se Liga na Rua tem o objetivo de iluminar algumas discussões sobre População em Situação de Rua, com foco na População Negra. Fazemos isso através da divulgação de notícias e eventos, reportagens, textos acadêmicos, documentários, entre outros. Entendemos que é importante ficar sempre a par dessa temática, pois assim podemos compreender mais profundamente o complexo quadro da População em Situação de Rua em nosso país. Por isso, nesta semana damos continuidade ao Se Liga na Rua, até porque tivemos uma ocasião essencial para nossa caminhada: o Dia da Consciência Negra, realizado no da 20 de novembro.

Já falamos disso várias vezes, mas nunca é demais relembrar: a população negra representa mais da metade da População em Situação de Rua. Logo, falar de “consciência negra” também inclui falar da rua, da necessidade de compreender suas várias histórias e lutas em comum. Nesse sentido, é bacana conferir o documentário “Consciência Negra”, produzido pela TV Justiça para a ocasião do 20 de novembro. Nele, é apresentado um panorama da trajetória dos negros no Brasil, através de grandes nomes do movimento negro, da herança da escravidão e suas consequências no presente e no futuro do povo brasileiro.
Confira o documentário através do link: https://www.youtube.com/watch?v=wbNv–cnkAA

Falando da luta da população negra, o BuzzFeed fez uma lista muito interessante com 23 cientistas negras que mudaram o mundo com suas pesquisas, seja através de descobertas para tratamento de doenças, quanto para a reflexão do impacto do racismo na educação. Um exemplo é a química Alice Ball: com apenas 23 anos, ela criou um dos primeiros tratamentos para hanseníase através de uma maneira eficaz de circular o óleo de Chaulmoogra pelo corpo. Além dela, a lista também traz Mae Jemison, física, engenheira, astronauta, e a primeira mulher negra a viajar ao espaço, em 1992.
Veja a lista completa: https://www.buzzfeed.com/br/anjalipatel/cientistas-negras-que-mudaram-o-mundo

E para fecharmos com chave de ouro, trazemos o programa “Diálogos”, realizado com a coordenadora e idealizadora do próprio Se Liga na Rua, a professora Urânia Flores. No programa, ela bate um papo com a professora Doriana Daroit sobre o tema das Políticas Públicas Intersetoriais – uma necessidade da administração pública, principalmente quando pensamos nas políticas que devem ser idealizadas para a poprua. Um dos pontos destacados por Flores é justamente a luta dos movimentos sociais em garantir que a População em Situação de Rua conquiste não apenas a moradia, mas também o direito ao trabalho para que tais sujeitos consigam sustentar suas casas.
Para conferir o programa na íntegra, acesse: https://www.youtube.com/watch?v=-CaptGhEbXA

Ficamos por aqui. Desejamos a todas e todos muito aprendizado! O mês de novembro já está acabando, e nesse finalzinho de ano todo mundo precisa de um gás extra, né? Até breve!

Se Liga na Rua! – SEMANA VII

Autoras: Urânia Flores e Daniela Linkevicius

E aí gente linda, estamos de volta com mais um Se Liga na Rua!

Continuando com nosso papo sobre População em Situação de Rua, hoje divulgamos algumas matérias e eventos interessantes para enriquecermos nosso debate. É sempre importante lembrar que a vida na rua não é algo específico do Brasil, mas que está presente em muitos países, com os mais diversos processos de desenvolvimento. Por isso, não podemos de deixar de traçar paralelos sobre diferentes realidades. É igualmente importante lembrar que a População Negra compõe a maioria da População em Situação de Rua no Brasil e, por isso, temos que ficar atentas (os) as discussões que se referem a ela.

No final de outubro, Salvador sediou o II Encontro do Grupo de Estudos e Pesquisa População em Situação de Rua, Cidadania e Direitos Humanos da Defensoria Pública do Estado da Bahia, que contou com a presença do jurista português Marcio Ribeiro Henriques, coordenador Centro de Apoio ao Sem Abrigo (Casa). Essa instituição não governamental atua de maneira a proporcionar apoio a pessoa em vulnerabilidade de forma multidisciplinar. Sobre o caso português, Henriques afirma: “No caso português, nós fixamos que é pessoa em situação de sem abrigo quem não tem condições condignas de habitabilidade. E nós, para se ter uma ideia, incluímos o povo cigano, que vive de forma nômade e em tendas eventualmente, colocamos pessoas que vivem numa casa abandonada, numa caverna”.
Confira a entrevista completa com o jurista no link: https://www.atarde.uol.com.br/muito/noticias/2107684-marco-ribeiro-henriques-alguem-que-vive-na-rua-esta-sofrendo-uma-violencia-por-parte-do-estado

Já no Rio de Janeiro, ocorreu na semana passada a 323a Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Saúde (CNS), que trouxe a pauta do Genocídio da População Negra. Essa população tem sua história marcada por violência e continua a apresentar um dos maiores índices por morte violenta em nosso país. Por isso, na reunião, mães de jovens assassinados pela polícia do estado denunciaram a violência e o racismo como questão de saúde pública. De acordo com as mães, a atuação da polícia é marcada pela ‘filtragem racial’, na qual pessoas pretas e pobres, habitantes das favelas do Brasil, são as principais vítimas. Sobre isso, a conselheira Altamira Simões, representante da Rede Nacional Lai Lai Apejo, afirmou: “Não podemos falar de saúde sem falar do racismo, que afeta todas as esferas do cotidiano da população negra. O Sistema Único de Saúde (SUS) deve saber acolher essa população historicamente vítima de violência física e psicológica, não podemos ter um SUS seletivo diante das patologias que essa violação de direitos geral, afirmou a conselheira Altamira Simões, representante da Rede Nacional Lai Lai Apejo.”.
Leia a notícia na íntegra através do link: http://www.susconecta.org.br/violencia-e-saude-durante-reuniao-do-cns-maes-denunciam-genocidio-da-populacao-negra-no-rj/

De olho nisso, é importante destacar que logo logo é o Dia da Consciência Negra. Que tal aproveitar a data para pensar um pouquinho a mais sobre o assunto? Trazemos aqui dois eventos que ocorrerão no Distrito Federal – o “Novembro Negro”, que acontecerá na Universidade de Brasília (UnB), e o “Dialogando Sobre as Negritudes”, que será realizado no Conselho Regional de Psicologia do DF. E se você não mora no DF, não deixe de procurar o que vai rolar na sua cidade! É essencial que este feriado seja aproveitado para fazer o que há de melhor no mundo – dialogar e aprender.

Semana que vem estamos de volta pessoal! Até mais!

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